Tipicamente as cebolas pré-cortadas
têm um curto tempo de prateleira. Depois de embaladas, a sua cor altera
rapidamente, perdem textura, aroma e nutrientes e tornam-se translúcidas. Os
microorganismos prosperam à medida que as cebolas se decompõem e patogénicos,
como as salmonelas, podem causar severos problemas de saúde.
Pelo controlo da atmosfera da
embalagem e desinfeção dos vegetais consegue-se reverter esta situação.
Contudo, encontrar o ponto ótimo da combinação não tem sido fácil. As melhores
embalagens são aquelas que mantém uma elevada concentração de dióxido de
carbono e uma reduzida concentração de oxigénio. Quando combinadas com um
tratamento à base de hipoclorito de sódio, as cebolas podem aguentar 2 semanas.
“De todas as combinações usadas,
esta é aquela que reduz o crescimento microbiano, a respiração e a descoloração
e preserva o aroma”, diz a investigadora. Neste momento esta equipa de
investigação norte americana está também a trabalhar na composição de gases
para as embalagens e nos próprios materiais recicláveis como claras de ovos,
proteína do soro e outros subprodutos da produção de queijos.
(Fonte:
Food Ingredients First 2016)

